Publicado por: anabsf | 08/02/2010

A queda

Não é como eu não soubesse que um dia eu iria cair. Quando a gente se propõe a andar de skate, a primeira coisa que pensa é nos tombos que vai levar, no braço enfaixado, no capacete rachado. Mas é que você nunca tem a dimensão de como realmente vai ser sua primeira grande queda.

Eu já tinha caído antes. Tentando tirar ollie, da primeira vez que subi no skate ainda na minha rua. Mas foram quedas completamente inofensivas. O que aconteceu sábado foi tenso. Mas me ensinou umas duas ou três lições.

Fui andar no Parque Central, lá em Santo André, que tem uma ciclovia bem pavimentada (cheia de pedestres perdidos, é verdade, mas bem pavimentada) que circunda todo o parque (bem grande ele, por sinal), junto com o Rômulo, longboarder carioca que agora vive em Santo André e que eu conheci por causa desse blog.

Teve uma hora que ele resolveu descer uma ladeira e eu fui atrás. Acontece que depois dela tinha outra, e eu achei que conseguiria encarar duas seguidas. Não consegui. O Rômulo foi no pumping (aquela parada de dobrar os joelhos e fazer um negócio com o corpo. Me lembre de aprender isso) e eu fui em linha reta, porque não sei fazer esse negócio. O skate começou a tremer demais, já não dava mais tempo pra nada e quando eu vi que ia cair, me joguei na grama.

Eu tava muito rápida. Não sei precisar quanto, mas foi o mais rápido que já estive, sem dúvida. Rolei por cima do skate e ele por cima de mim umas três vezes, comendo grama e terra no caminho. Meu óculos quebrou, bati a testa de leve (só raspou, nada grave) e por sorte, usava capacete. Bati a lateral do corpo, a costela direita, e o ombro esquerdo. Levantei tremendo, tamanho o susto. Tou com o corpo inteiro dolorido: dói pra rir, pra tossir, pra respirar.

Como se não bastasse, eu não sai de casa com joelheira.

O Rômulo, gentil, fotografou o resultado. Desculpem, sei que é nojento

Pareço uma criança de 12 anos, com as pernas toda arrebentadas. Tô dormindo mal porque nao tem posição e não dá para mexer a perna sem sentir os efeitos colaterais doloridos. E aprendi a lição da pior maneira: nunca mais faço nada sem a joelheira, podem ter certeza.

Tinha grama até na minha orelha, e eu só fui encontrá-la uma meia hora depois.

Se você fosse fazer freeride na cidade

E quisesse aprender a fazer uma firulas: fingerflips, manuals, 180s e crosstepping. Você…

…compraria um Dervish…

…ou um Ceviche?

Opiniões nos comentários. Grata!

Publicado por: Gabriela Hesz | 28/01/2010

Quanta chuva!

Com essa chuva toda em São Paulo, até hoje não consegui sair de skate ainda, desde o começo do ano!

Tô morrendo de vontade, mas meu tempo já é curto! E quando chega fim de semana chove sem parar!

Queria saber se alguém ai tem uma dica legal do que faz pra continuar praticando quando o chão tá molhado!

Alguém pode me ajudar?

Publicado por: anabsf | 25/01/2010

Andando na prancha (de leve)

Rolê do fim de semana foi curtíssimo, culpa da chuva. Ainda fiquei com a consciência pesada: na sexta, fui no SPFW a trabalho e na saída vi uma mina indo embora do Ibirapuera com um long na mão. Aí fiquei tipo ‘eu aqui, trabalhando num lugar nada a ver, e essa mina andando. Ela sim é feliz’.

Mas beleza, crise passou e lá fui eu pro mesmo lugar de sempre no sábado. Só pra avisar, já estou me planejando pra mudar de lugar de rolê, porque já deu tudo o que tinha que dar lá no Paço Municipal.

Treinei mais equilíbrio – ficar de um pé só no shape, na parte da frente, na parte de trás, noseride e tentei uns semi-crossteps também (é esse negócio que esse moleque faz no vídeo, de ficar trocando os pés de lugar e cruzando de maneira maluca). Senti dificuldade porque o chape é largo e flex demais, perde muita estabilidade se você troca o pé de lugar. Foi a impressão que tive, ignorem que pode ser tudo fruto da minha falta de habilidade. De qualquer forma,  como nunca tinha feito isso na minha vida, resolvi só tentar trocar os pés de lugar, sem cruzá-los.

Não foi tipo um show de habilidade no longboard, mas não foi tão ruim assim. Devagar e sempre.

Vou começar a me exercitar durante a semana. Minha vontade era andar de skate, mas já que não tem lugar direito pra isso, vou fazer academia. Engordei depois que saí da internação, em setembro, porque fiquei muito tempo em casa, e cabeça vazia é oficina do diabo. Espero que um melhor condicionamento físico contribua pra melhor desempenho no skate, também.

Esperem novidades pro fim de fevereiro, vou viajar pra gringa e devo comprar um skate novo, vender o meu pra um amigo (nesse caso, o blog ganha um novo escritor, heim) e ser feliz. Sobre o sumiço da Gabi e do Nigel, os caras deram uma esfriada mas se tudo der certo logo estão de volta.

O vídeo peguei lá no sempre genial Eu Amo Longboard.

Publicado por: anabsf | 16/01/2010

Antes só do que acompanhada (mesmo que bem)

Skate e meditação :)

Não sei se vocês notaram, mas é bem comum que eu vá fazer rolê sozinha. Como já expliquei aqui em outros posts, não conheço ninguém que ande de longboard (tem uns amigos de uns amigos, mas nunca deu certo de a gente andar juntos) e eu já cheguei a conclusão que não dá certo chamar os amigos que andam de skatinho pra andar junto.

Explico: não sou antipática nem nada, mas é que o ritmo do skatinho é outro. Ninguém vai se dispor a percorrer longas distâncias, treinar equilíbrio (só se for pro manual) ou descer ladeiras num skatinho, e se estiver disposto, não alcança a velocidade do long. O rolê acaba sendo pouco produtivo, ainda que divertido porque a gente está com os amigos.

Além disso, descobri que andar de skate é uma das únicas atividades que ainda me desligam do mundo. Sou muito agitada, minha vida e meu trabalho se tratam de estar 100% do tempo matutando, pensando nas coisas. A cabeça nunca pára – exceto quando eu subo no skate. É o descando mental que vem pra semana inteira, minha única meditação. Sozinha, de fone no ouvido, isso funciona melhor.

Música

ALIÁS, o som do rolê hoje foi o Phoenix, que eu ainda não conhecia mas tava aí todo hypado em 2009. Aproveitei as férias pra colocar as novidades musicais em dia. Essa foi indicação direta do Marçal, um dos rapazes do Move That Jukebox!

Rolê de hoje

Enfim. Hoje foi isso: até chamei a Gabi pra ir junto, mas ela tinha compromisso e resolvi ir sozinha. E rendeu bem, mesmo que eu tenha andado bem pouco, só por uns 40 minutos. Me deu indigestão (tinha acabado de almoçar, muito burra) e um cansaço maior do que o normal (fazia umas duas semanas que eu não andava, e eu tive pneumonia há uns 4 meses). Foi muito legal dar rolê sozinha, ouvindo música, mas senti falta de algum outro espaço livre e apto pra longboard em Santo André, além do Paço Municipal. Tem as pistas aqui, e os mini ramps e halfs (só a uns 2 km de casa tem uns dois, um público e outro privado, frequentado por uns caras tipo Lincoln Ueda e o Mineirinho), mas as ciclovias não são bem pavimentadas e andar nelas é certeza de rola. Fiquei sentindo vontade de mudar pra praia…

Mas visto que eu já tou cada dia melhor nesse negócio de longboardear, hoje resolvi experimentar umas coisas. Na maioria das vezes eram treinos de equilíbrio e tal, mas foi mais ou menos o seguinte: desci minha rua no carving, que é ir de um lado pro outro, meio que ‘cavando’ e tal. Isso foi simples e divertido, a sensação é muito boa. Daí já no estacionamento da prefeitura, fiquei tentando andar com um pé só no skate (consegui fazer isso por até uns 5 segundos no máximo) e colocar os dois pé lá na frentem no bico do shape. Nas vezes que tentei isso, quase cai. Mas foi tudo progresso.

E já perdi a vergonha de sair de casa de capacete. Fica até mais estiloso.

FAIL

Andar de kate dá uma vibe de respeito né. Já disse uma vez aqui, acho, mas todo mundo olha: é uma mulher, no geral que não se parece com um homem (acho), de capacete, andando de skate, e é um skate gigante. As pessoas ficam alarmadas com a quantidade de elementos estranhos contidos em uma figura só. Aí eu fico me achando né. Tipo, no fundo, sei lá, dá uma marra, tipo aquelas de carioca.

Aí eu chego em casa e minha mãe diz que meu zíper tá aberto.

FAIL

Figueirinha

Esqueci de contar essa: tava eu lá no shopping, tinha ido de skate, sentada no sofazinho esperando minha vó. O skate tava embaixo do meu pé. Ai o japa do meu lado começa a olhar, olhar… puxa papo:

- Olha só heim. Tem que se proteger pra andar com isso aí, é perigoso.

Eu sou mó simpática, respondi educadamente:

- Ah sim, tô até comprando equipamento hoje (era verdade).

- E aí, mas tem que andar bastante nisso aí pra ficar bom heim? – ele continuou.

- É, mas eu só ando de vez em quando, queria ter mais tempo mas a gente trabalha muito…

- Você conhece o Figueirinha?

- Oi? (pra mim, Figueirinha é aquele brother chefe d’A Diarista)

- É, o Figueirinha, campeão mundial. Ele é de Santo André, filho de um amigo meu, ganhou o campeonato mundial, muito bom o menino.

Ele tava falando do Mineirinho, o Sandro Dias. Mas tá tudo ali, né. Eu não corrigi não.

Quanta alegria

Gabi achou um vídeo bonitinho de uma molecada aprendendo a fazer umas paradas no SESC. Se liguem:

Publicado por: Gabriela Hesz | 23/12/2009

O (talvez) último rolê do ano

Andar de skate é mó aventura e tal, mesmo quando você acaba não andando de skate.

Foi isso que aconteceu comigo e a Ana na segunda-feira. Meu primeiro dia de férias, dia de folga dela, um sol lindo… Nem tivemos dúvidas: vamos andar de skate.

Marcamos de ir na pista de São Bernardo às 14h. Liguei lá pra garantir e surpresa: a pista não abre de segunda!

Vamos então pra pistinha de São Caetano. Toca ir até a estação (carregando o skate, porque as pessoas estão tão alucinadas com o natal que até andar a pé na rua tá perigoso!).

Pegamos o trem (lotado), descemos em São Caetano e ai… Pista fechada pra manutenção! Argh!!!
Como tinha muita gente aparecendo pra andar lá, eles reservaram um espacinho minúsculo (não é exagero, era minúsculo mesmo) pra galera andar. Mas a gente nem cabia lá, então fomos embora.

Chegando em Santo André íamos tentar andar por ali mesmo, em qualquer espacinho, quando descobri que roubaram meu celular! Provavelmente pegaram no trem!

Bom, depois dessa resolvi dar o rolê por encerrado e voltar pra casa. Deu pra dar umas quatro remadas no estacionamento que passo pelo caminho, e só!

Pô, onde já se viu reformar a pista no verão? E parque fechado de segunda-feira de férias escolares? Caramba!

Publicado por: Gabriela Hesz | 13/12/2009

Demorei mas voltei! E já estou me arriscando nos ollies

Bom, sei que estou há séculos sem atualizar aqui, mas com tanta correria na minha vida tive que deixar o blog de lado por umas semanas! Tinha milhões de posts prontos na minha cabeça, mas fim de ano é assim, começa a surgir um monte de coisa pra fazer lá no trabalho e isso foi ficando.

Essa semana fui tentar editar uns vídeos que eu e a Ana fizemos quando eu estava aprendendo a dar o ollie, mas a gente filmou de pé. Quando fui virar no editor, o vídeo ficou todo achatado e parece que sou uma pessoa muito troncudinha e baixa, não dá pra ouvir o que eu estou dizendo nem entender direito meus movimentos, então acabei desistindo deles. Semana que vem gravamos mais.

Sempre fica parecendo que a gente quer ficar radical

Vou contar então como tá sendo minha experiência tentando fazer o bendito ollie. A primeira coisa que eu fiz foi prestar bastante atenção nos vídeos que o Nigel postou há umas semanas. Sei que ler e fazer são coisas bem diferentes, mas ajudou bastante saber a teoria pra eu ter uma noção do que eu deveria fazer.

Comecei com uma dica que me deram. Na verdade, ela é bem controversa. O primeiro lugar que fui tentar fazer era na grama. Uns dizem que não é bom porque você acaba viciando o movimento e depois não consegue fazer no asfalto, mas pra mim ajudou. Eu não fiquei muito tempo lá, só o suficiente pra entender o movimento que meu corpo deveria fazer. Logo que peguei mais ou menos a ideia, já parti pro asfalto.

Bom, o nível de dificuldade aumentou bastante quando parti pro asfalto, o skate sai rolando toda hora, é difícil cair certinho em cima dele ou mesmo tomar coragem pra pular. Mas fui em frente, caí algumas vezes, e no fim do dia já estava conseguindo algo legalzinho. Mas ainda não era um ollie.

Na semana seguinte, já fui direto pro asfalto. Primeiro fiz um aquecimento, andando um pouco pelo estacionamento, pra ir relembrando o equilíbrio, já que só pego pra andar de fim de semana. Essa é uma dica que acho boa pra quem está treinando. Não ficar só nas manobras. Sempre acumular o que a gente já aprendeu. Ok que o que aprendi até agora é só andar, mas já é algo, e é bom ir aprimorando sempre. Agora já comecei a pegar mais o jeito de parar, dar uma abaixadinha pra ter mais firmeza, etc.

Enfim, depois do aquecimento, voltei a treinar os ollies. E dessa vez saiu bem melhor! Não é algo muito alto, nem muito certo. Na verdade ainda está saindo bem desengonçado. Mas acho que já pode sair da definição de “pulo esquisito com o skate” e entrar pro “ollie de iniciante“, pelo menos.

Esse fim de semana estou com a unha do pé encravada (parece frescura, mas está tudo cheio de pus e colocar tênis é um suplício), então acabei não andando nada. Além disso, choveu praticamente todos os dias, o que não ajuda muito.

Mas no fim dessa semana entro de férias, e ai não vai ter desculpa pra melhorar isso! Próximo objetivo é conseguir dar o ollie andando! (Isso é outra coisa que acho interessante pra quem está aprendendo: enquanto você tenta conseguir algo, já estipule uma próxima meta. Assim você está sempre motivado e vai querer aprender logo pra ir pra próxima. Sei que muita coisa que escrevo aqui parece um pouco auto-ajuda, mas acho que confiança e motivação são essenciais pra você não desistir e continuar sempre melhorando!)

Como não tenho nenhuma foto nova pra postar nem nada disso, vou colocar essa que vi em algum lugar outro dia e achei legal. Não custa reforçar


Ah, por fim, uma coisa legal! Hoje descobri que tenho um primo que também curte skate, e eu nem sabia! Marcamos de ir na pista de São Bernardo (pra quem não sabe, é uma enorme, animal!) qualquer dia, e levar o filhinho dele e minha prima junto pra andar! Vou tentar marcar o mais rápido possível!

(desculpem erros de português, palavras repetidas e tudo mais. Fiz o texto correndo e nem revisei. Mas se não postasse hoje não postava nunca mais! Os próximos textos vão sair mais legais!)

Publicado por: anabsf | 11/12/2009

Pros dias de chuva…

Mas só pra eles.

Que acharam? Eu sou da opinião que botar o skate dentro de casa e não ver paisagem, sem sentir as rodinhas tremendo, sem sentir a gravidade na hora em que ela se aplica, tira 80% da diversão dele. MAS é do caralho pros dias de chuva. Se com Rockband e Guitar Hero todo mundo pode tocar guitarra, baixo, bateria e cantar sem saber, com esse RIDE aí vai todo mundo andar de skate sem manjar, também. Não é ruim, mas AHH se eles conhecessem a parada de verdade..

Publicado por: anabsf | 08/12/2009

Boys will be boys

Ser criança tem um monte de vantagens. Entre elas, não ter medo de se estourar, como eu disse. Mas não é só isso não. Você pesa menos, emagrece mais rápido se precisar, tem tempo pra andar de skate e como suas redes neurais ainda não estão completamente formadas, assimila coisas novas muito mais rápido.

Tudo isso pra dizer que esses moleques andam pra cacete. Heh

Peguei lá no Eu Amo Longboard.

Eu sempre gostei de tênis da Vans, muito antes de querer andar de skate. Tenho dois pares, do mesmo modelo, aquele clássico de cano alto. Um é antigão, tem uns 4 anos. É uma edição exclusiva daquele japonês, o Christian Hosoi. Lindão, mas tá todo estourado (e no bom sentido, porque nos últimos quatro anos usei ele pelo menos três vezes por semana e não tem um raladinho que seja). Olha ele aí:

Vans Hosoi

Caquético

Quando comecei a andar de skate, minha escolha óbvia foi esse tênis, porque ele já tá (obviamente) amaciado e eu achei que o mínimo que eu podia fazer por mim era usar um tênis confortável.

Lembra que eu disse que no começo notava um desconforto na perna direita, se passasse muito tempo remando? Então. Guarde essa informação.

Há uns 6 meses, ou mais, comprei outro Vans igual a esse, mas inteiro vermelho. CONFIRA:

Pois bem, resolvi botar esse no pé pro rolê de sábado e de domingo. Ele ainda tá bem desconfortável, porque além de ser relativamente novo (usei bem poucas vezes), o interior é de couro. E couro novo, sem amaciar, é bem duro. Machucou meu tornozelo, o dedinho, enfim. Não tava confortável mesmo.

Mas curiosamente minha PERFORMANCE melhorou violentamente. Estabilidade, aderência na lixa, timing das remadas, velocidade, equilíbrio, tudo mesmo melhorou demais. Até o footbreak, que na semana passada era luxo, agora tá saindo na maior facilidade. E nada de desconforto na perna direita.

Como não andei na semana (pra justificar qualquer evolução brusca no fim de semana), só pude culpar o tênis. Minha teoria: a sola ainda tá nova, lisinha, fazendo 90º com a lateral do tênis. Isso deve ajudar na aderência, o que proporciona mais equilíbrio, consequentemente mais confiança e melhora minha performance. Mais equilíbrio na prancha me permite fazer o footbreak (afinal, ficar com um pé só em cima de um long não é exatamente coisa fácil) e a própria sola, mais nova e portanto mais alta, também é uma vantagem.

Aos veteranos: o tênis pode realmente ter algo a ver ou é tudo coisa da minha cabeça?

Skatinho

Nesse fim de semana aproveitei pra tentar aprender a bater ollie num skatinho de tamanho normal. O movimento até que tá saindo ok, e eu só cai no chão uma vez de todas as tentativas. Mas o skate nem levantou do chão. Eu não esperava que levantasse, mesmo; seria demais pro primeiro dia de tentativa. Tô pensando até em comprar um skatinho pra aprender umas manobras (e depois levar pro Long, tipo Adam Colton, sei lá).

Ladeiras, speed wobbles e equipamento de segurança

Percebi que tô evoluindo porque minha busca por ladeiras tem sido mais ousada, por assim dizer. Agora que consigo parar o skate em velocidades médias, estou com coragem de pegar umas rampinhas mais íngremes. Nada demais, mas redescobri a cidade passeando pelas ciclovias que eu nem sabia que existiam, dando uma volta nos picos antes pra analisar o percurso, estudando abertura de curvas pra poder virar certinho e coisas assim. Foi demais.

Em uma das ladeiras, outra vez o skate tremeu (speed wobbles, lembra?). Numa delas, me joguei de cima dele (com sucesso, sem tombo). Na outra, respirei fundo, tentei firmar a base e agachei o máximo que pude: funcionou, a pranchinha retomou a estabilidade aos poucos. Como disseram aí nos comentários, acho que se trata de confiança, mas dei uma apertada nos trucks, pelo menos por enquanto.

Ah: tenho usado o capacete da Gabi pra descer as ‘ladeiras’. Elas não são grande coisa, mas eu sou careta e não gosto de arriscar. De natal, pedi pra MINHA VÓ (sim, ela ainda me dá presentes. Morram de inveja) um kit com os equipamentos de segurança. Até lá, uso o da Gabi pra não correr o risco de morrer.

Bowl

É meu próximo objetivo. Tem vários nas pistas aqui do ABC, o problema não é esse: é saber se eu consigo encarar um bowl com long ou é melhor colar com skatinho. E aí? Que vocês acham?

Publicado por: anabsf | 02/12/2009

FOOTBREAK, FINALMENTE!

Skate and Destroy
Image by Skate-lin via Flickr

Foi meio espontâneo, até, mas no último rolê – no fim de semana – eu consegui dar meu primeiro footbreak. Pra quem não se lembra, footbreak é a freada com o pé no chão. Sei que pode parecer besteira, mas isso é importantíssimo pra quem tá aprendendo a andar de long (ao menos eu sinto que é – vou explicar porque). Como o longboard é muito veloz, chega uma hora em que eu não conseguiria mais evoluir se não aprendesse a pará-lo, já que sem saber parar não teria confiança para correr mais.

Li um site sobre longboard que o Klaus, lá do Eu Amo Longboard, me passou e lá eles são bem incisivos: na verdade, o ideal é aprender a parar ANTES de aprender a ANDAR. Pra você ver como é importante.

De qualquer forma, ainda preciso aperfeiçoar. Nem sempre o footbreak sai, e quando sai estou quase sempre em velocidade mediana. Ele ainda não me ajudaria a não morrer com a cara no muro se eu tivesse um imprevisto.

Ah, nesse texto vou usar o maravilhoso recurso jornalístico do INTERÍTULO. Vejam só que beleza.

Ladeiras

Nesse fim de semana, também, resolvi me arriscar em algumas “ladeiras”. É que não chegam a ser ladeiras, são como trechos ligeiramente mais íngremes da minha rua, mas que pra mim parecem morros super íngremes. Escolhi uns que pra minha felicidade terminam em uma subida, ou seja, a velocidade do skate é reduzida automaticamente e eu não precisaria ficar me preocupando com isso.

Subi no skate e remei, rumo à curva (é uma ladeira-curva). A não ser que um carro viesse na contramão, o que dificilmente acontece ali porque ele não teria visão, eu não daria de frente com um. O skate começou a pegar velocidade e daí tudo começou a tremer.

É, o shape começou a tremer VIOLENTAMENTE. Por instinto, me agachei e consegui me manter em cima dele, mas por muito pouco não tomei um rola HISTÓRICO, eu me arrebentaria inteira com certeza.

Me consultei com alguns GURUS DO LONGBOARD (pessoas gentis e prestativas que achei no Orkut e manjam pra caramba), fora o que tinha pesquisado, e descobri que isso chama Speedy Wobbles e pode acontecer por causa de:

- Truck muito mole;

- Amortecedor ruim (aquela borrachinha que vai entre o parafuso e a arruela, ou algo assim, não sei o nome da peça);

- Base errada (não estou posicionando os pés direito).

SUSPEITO que pode ser uma mistura dos três mesmo. Vou apertar o truck pro próximo rolê e tentar posicionar os pés mais pra extremidade do long, o que tecnicamente vai me dar mais equilíbrio. Mas precisava MESMO de um cara que manje pra subir no skate e descer uma rampinha, porque ele eliminaria o problema da base e eu saberia dizer se é só o equipamento ou não.

Tô triste com o meu shape

Agora que estou mais confiante em andar pela cidade (só na calçada dependendo da via, já que moro no centro), encontrei um problemão. Sempre que vem um obstáculo um pouco mais alto eu tenho que parar o skate, descer dele, pegá-lo na mão, ultrapassar o obstáculo e depois continuar. Do ponto de vista de radicalidade, FAIL. Do ponto de vista de FLUIDEZ DO ROLÊ, FAIL também.

O meu long não tem tail. Olha ele aqui, caso você não se lembre:

Eu e meu irmão fazendo pose de maus (foi combinado)

Então mesmo que fosse possível aprender a dar um ollie para ultrapassar essas coisas, com esse shape eu não conseguiria. Jamais. Pensei até em comprar outro, mas nesse fim de semana também fui tentar aprender Ollie usando o skate da Gabi e as rodinhas nem saíram do chão, óbvio. E várias pessoas me disseram que é difícil dar ollie com o long, mesmo com tail, por causa do tamanho, do peso etc.

Eu só queria a tranquilidade de desenvoltura desse cara aqui pra passear pela cidade e inclusive pular obstáculos. Ele não se abala jamais:

Ok, mas esse cara anda muito. Não sei se um dia vou chegar lá. A dúvida é – troco ou não de shape? O meu, além de ser muito pesado, tem esse negócio de ser sem tail. Pensei até em juntar grana pra comprar um dervish (igual esse do cara do vídeo), mas aí teria que trocar todas as peças. Muita sacanagem andar num dervish com trucks Brutus.

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