Publicado por: Gabriela Hesz | 23/12/2009

O (talvez) último rolê do ano

Andar de skate é mó aventura e tal, mesmo quando você acaba não andando de skate.

Foi isso que aconteceu comigo e a Ana na segunda-feira. Meu primeiro dia de férias, dia de folga dela, um sol lindo… Nem tivemos dúvidas: vamos andar de skate.

Marcamos de ir na pista de São Bernardo às 14h. Liguei lá pra garantir e surpresa: a pista não abre de segunda!

Vamos então pra pistinha de São Caetano. Toca ir até a estação (carregando o skate, porque as pessoas estão tão alucinadas com o natal que até andar a pé na rua tá perigoso!).

Pegamos o trem (lotado), descemos em São Caetano e ai… Pista fechada pra manutenção! Argh!!!
Como tinha muita gente aparecendo pra andar lá, eles reservaram um espacinho minúsculo (não é exagero, era minúsculo mesmo) pra galera andar. Mas a gente nem cabia lá, então fomos embora.

Chegando em Santo André íamos tentar andar por ali mesmo, em qualquer espacinho, quando descobri que roubaram meu celular! Provavelmente pegaram no trem!

Bom, depois dessa resolvi dar o rolê por encerrado e voltar pra casa. Deu pra dar umas quatro remadas no estacionamento que passo pelo caminho, e só!

Pô, onde já se viu reformar a pista no verão? E parque fechado de segunda-feira de férias escolares? Caramba!

Publicado por: Gabriela Hesz | 13/12/2009

Demorei mas voltei! E já estou me arriscando nos ollies

Bom, sei que estou há séculos sem atualizar aqui, mas com tanta correria na minha vida tive que deixar o blog de lado por umas semanas! Tinha milhões de posts prontos na minha cabeça, mas fim de ano é assim, começa a surgir um monte de coisa pra fazer lá no trabalho e isso foi ficando.

Essa semana fui tentar editar uns vídeos que eu e a Ana fizemos quando eu estava aprendendo a dar o ollie, mas a gente filmou de pé. Quando fui virar no editor, o vídeo ficou todo achatado e parece que sou uma pessoa muito troncudinha e baixa, não dá pra ouvir o que eu estou dizendo nem entender direito meus movimentos, então acabei desistindo deles. Semana que vem gravamos mais.

Sempre fica parecendo que a gente quer ficar radical

Vou contar então como tá sendo minha experiência tentando fazer o bendito ollie. A primeira coisa que eu fiz foi prestar bastante atenção nos vídeos que o Nigel postou há umas semanas. Sei que ler e fazer são coisas bem diferentes, mas ajudou bastante saber a teoria pra eu ter uma noção do que eu deveria fazer.

Comecei com uma dica que me deram. Na verdade, ela é bem controversa. O primeiro lugar que fui tentar fazer era na grama. Uns dizem que não é bom porque você acaba viciando o movimento e depois não consegue fazer no asfalto, mas pra mim ajudou. Eu não fiquei muito tempo lá, só o suficiente pra entender o movimento que meu corpo deveria fazer. Logo que peguei mais ou menos a ideia, já parti pro asfalto.

Bom, o nível de dificuldade aumentou bastante quando parti pro asfalto, o skate sai rolando toda hora, é difícil cair certinho em cima dele ou mesmo tomar coragem pra pular. Mas fui em frente, caí algumas vezes, e no fim do dia já estava conseguindo algo legalzinho. Mas ainda não era um ollie.

Na semana seguinte, já fui direto pro asfalto. Primeiro fiz um aquecimento, andando um pouco pelo estacionamento, pra ir relembrando o equilíbrio, já que só pego pra andar de fim de semana. Essa é uma dica que acho boa pra quem está treinando. Não ficar só nas manobras. Sempre acumular o que a gente já aprendeu. Ok que o que aprendi até agora é só andar, mas já é algo, e é bom ir aprimorando sempre. Agora já comecei a pegar mais o jeito de parar, dar uma abaixadinha pra ter mais firmeza, etc.

Enfim, depois do aquecimento, voltei a treinar os ollies. E dessa vez saiu bem melhor! Não é algo muito alto, nem muito certo. Na verdade ainda está saindo bem desengonçado. Mas acho que já pode sair da definição de “pulo esquisito com o skate” e entrar pro “ollie de iniciante“, pelo menos.

Esse fim de semana estou com a unha do pé encravada (parece frescura, mas está tudo cheio de pus e colocar tênis é um suplício), então acabei não andando nada. Além disso, choveu praticamente todos os dias, o que não ajuda muito.

Mas no fim dessa semana entro de férias, e ai não vai ter desculpa pra melhorar isso! Próximo objetivo é conseguir dar o ollie andando! (Isso é outra coisa que acho interessante pra quem está aprendendo: enquanto você tenta conseguir algo, já estipule uma próxima meta. Assim você está sempre motivado e vai querer aprender logo pra ir pra próxima. Sei que muita coisa que escrevo aqui parece um pouco auto-ajuda, mas acho que confiança e motivação são essenciais pra você não desistir e continuar sempre melhorando!)

Como não tenho nenhuma foto nova pra postar nem nada disso, vou colocar essa que vi em algum lugar outro dia e achei legal. Não custa reforçar


Ah, por fim, uma coisa legal! Hoje descobri que tenho um primo que também curte skate, e eu nem sabia! Marcamos de ir na pista de São Bernardo (pra quem não sabe, é uma enorme, animal!) qualquer dia, e levar o filhinho dele e minha prima junto pra andar! Vou tentar marcar o mais rápido possível!

(desculpem erros de português, palavras repetidas e tudo mais. Fiz o texto correndo e nem revisei. Mas se não postasse hoje não postava nunca mais! Os próximos textos vão sair mais legais!)

Publicado por: anabsf | 11/12/2009

Pros dias de chuva…

Mas só pra eles.

Que acharam? Eu sou da opinião que botar o skate dentro de casa e não ver paisagem, sem sentir as rodinhas tremendo, sem sentir a gravidade na hora em que ela se aplica, tira 80% da diversão dele. MAS é do caralho pros dias de chuva. Se com Rockband e Guitar Hero todo mundo pode tocar guitarra, baixo, bateria e cantar sem saber, com esse RIDE aí vai todo mundo andar de skate sem manjar, também. Não é ruim, mas AHH se eles conhecessem a parada de verdade..

Publicado por: anabsf | 08/12/2009

Boys will be boys

Ser criança tem um monte de vantagens. Entre elas, não ter medo de se estourar, como eu disse. Mas não é só isso não. Você pesa menos, emagrece mais rápido se precisar, tem tempo pra andar de skate e como suas redes neurais ainda não estão completamente formadas, assimila coisas novas muito mais rápido.

Tudo isso pra dizer que esses moleques andam pra cacete. Heh

Peguei lá no Eu Amo Longboard.

Eu sempre gostei de tênis da Vans, muito antes de querer andar de skate. Tenho dois pares, do mesmo modelo, aquele clássico de cano alto. Um é antigão, tem uns 4 anos. É uma edição exclusiva daquele japonês, o Christian Hosoi. Lindão, mas tá todo estourado (e no bom sentido, porque nos últimos quatro anos usei ele pelo menos três vezes por semana e não tem um raladinho que seja). Olha ele aí:

Vans Hosoi

Caquético

Quando comecei a andar de skate, minha escolha óbvia foi esse tênis, porque ele já tá (obviamente) amaciado e eu achei que o mínimo que eu podia fazer por mim era usar um tênis confortável.

Lembra que eu disse que no começo notava um desconforto na perna direita, se passasse muito tempo remando? Então. Guarde essa informação.

Há uns 6 meses, ou mais, comprei outro Vans igual a esse, mas inteiro vermelho. CONFIRA:

Pois bem, resolvi botar esse no pé pro rolê de sábado e de domingo. Ele ainda tá bem desconfortável, porque além de ser relativamente novo (usei bem poucas vezes), o interior é de couro. E couro novo, sem amaciar, é bem duro. Machucou meu tornozelo, o dedinho, enfim. Não tava confortável mesmo.

Mas curiosamente minha PERFORMANCE melhorou violentamente. Estabilidade, aderência na lixa, timing das remadas, velocidade, equilíbrio, tudo mesmo melhorou demais. Até o footbreak, que na semana passada era luxo, agora tá saindo na maior facilidade. E nada de desconforto na perna direita.

Como não andei na semana (pra justificar qualquer evolução brusca no fim de semana), só pude culpar o tênis. Minha teoria: a sola ainda tá nova, lisinha, fazendo 90º com a lateral do tênis. Isso deve ajudar na aderência, o que proporciona mais equilíbrio, consequentemente mais confiança e melhora minha performance. Mais equilíbrio na prancha me permite fazer o footbreak (afinal, ficar com um pé só em cima de um long não é exatamente coisa fácil) e a própria sola, mais nova e portanto mais alta, também é uma vantagem.

Aos veteranos: o tênis pode realmente ter algo a ver ou é tudo coisa da minha cabeça?

Skatinho

Nesse fim de semana aproveitei pra tentar aprender a bater ollie num skatinho de tamanho normal. O movimento até que tá saindo ok, e eu só cai no chão uma vez de todas as tentativas. Mas o skate nem levantou do chão. Eu não esperava que levantasse, mesmo; seria demais pro primeiro dia de tentativa. Tô pensando até em comprar um skatinho pra aprender umas manobras (e depois levar pro Long, tipo Adam Colton, sei lá).

Ladeiras, speed wobbles e equipamento de segurança

Percebi que tô evoluindo porque minha busca por ladeiras tem sido mais ousada, por assim dizer. Agora que consigo parar o skate em velocidades médias, estou com coragem de pegar umas rampinhas mais íngremes. Nada demais, mas redescobri a cidade passeando pelas ciclovias que eu nem sabia que existiam, dando uma volta nos picos antes pra analisar o percurso, estudando abertura de curvas pra poder virar certinho e coisas assim. Foi demais.

Em uma das ladeiras, outra vez o skate tremeu (speed wobbles, lembra?). Numa delas, me joguei de cima dele (com sucesso, sem tombo). Na outra, respirei fundo, tentei firmar a base e agachei o máximo que pude: funcionou, a pranchinha retomou a estabilidade aos poucos. Como disseram aí nos comentários, acho que se trata de confiança, mas dei uma apertada nos trucks, pelo menos por enquanto.

Ah: tenho usado o capacete da Gabi pra descer as ‘ladeiras’. Elas não são grande coisa, mas eu sou careta e não gosto de arriscar. De natal, pedi pra MINHA VÓ (sim, ela ainda me dá presentes. Morram de inveja) um kit com os equipamentos de segurança. Até lá, uso o da Gabi pra não correr o risco de morrer.

Bowl

É meu próximo objetivo. Tem vários nas pistas aqui do ABC, o problema não é esse: é saber se eu consigo encarar um bowl com long ou é melhor colar com skatinho. E aí? Que vocês acham?

Publicado por: anabsf | 02/12/2009

FOOTBREAK, FINALMENTE!

Skate and Destroy
Image by Skate-lin via Flickr

Foi meio espontâneo, até, mas no último rolê – no fim de semana – eu consegui dar meu primeiro footbreak. Pra quem não se lembra, footbreak é a freada com o pé no chão. Sei que pode parecer besteira, mas isso é importantíssimo pra quem tá aprendendo a andar de long (ao menos eu sinto que é – vou explicar porque). Como o longboard é muito veloz, chega uma hora em que eu não conseguiria mais evoluir se não aprendesse a pará-lo, já que sem saber parar não teria confiança para correr mais.

Li um site sobre longboard que o Klaus, lá do Eu Amo Longboard, me passou e lá eles são bem incisivos: na verdade, o ideal é aprender a parar ANTES de aprender a ANDAR. Pra você ver como é importante.

De qualquer forma, ainda preciso aperfeiçoar. Nem sempre o footbreak sai, e quando sai estou quase sempre em velocidade mediana. Ele ainda não me ajudaria a não morrer com a cara no muro se eu tivesse um imprevisto.

Ah, nesse texto vou usar o maravilhoso recurso jornalístico do INTERÍTULO. Vejam só que beleza.

Ladeiras

Nesse fim de semana, também, resolvi me arriscar em algumas “ladeiras”. É que não chegam a ser ladeiras, são como trechos ligeiramente mais íngremes da minha rua, mas que pra mim parecem morros super íngremes. Escolhi uns que pra minha felicidade terminam em uma subida, ou seja, a velocidade do skate é reduzida automaticamente e eu não precisaria ficar me preocupando com isso.

Subi no skate e remei, rumo à curva (é uma ladeira-curva). A não ser que um carro viesse na contramão, o que dificilmente acontece ali porque ele não teria visão, eu não daria de frente com um. O skate começou a pegar velocidade e daí tudo começou a tremer.

É, o shape começou a tremer VIOLENTAMENTE. Por instinto, me agachei e consegui me manter em cima dele, mas por muito pouco não tomei um rola HISTÓRICO, eu me arrebentaria inteira com certeza.

Me consultei com alguns GURUS DO LONGBOARD (pessoas gentis e prestativas que achei no Orkut e manjam pra caramba), fora o que tinha pesquisado, e descobri que isso chama Speedy Wobbles e pode acontecer por causa de:

- Truck muito mole;

- Amortecedor ruim (aquela borrachinha que vai entre o parafuso e a arruela, ou algo assim, não sei o nome da peça);

- Base errada (não estou posicionando os pés direito).

SUSPEITO que pode ser uma mistura dos três mesmo. Vou apertar o truck pro próximo rolê e tentar posicionar os pés mais pra extremidade do long, o que tecnicamente vai me dar mais equilíbrio. Mas precisava MESMO de um cara que manje pra subir no skate e descer uma rampinha, porque ele eliminaria o problema da base e eu saberia dizer se é só o equipamento ou não.

Tô triste com o meu shape

Agora que estou mais confiante em andar pela cidade (só na calçada dependendo da via, já que moro no centro), encontrei um problemão. Sempre que vem um obstáculo um pouco mais alto eu tenho que parar o skate, descer dele, pegá-lo na mão, ultrapassar o obstáculo e depois continuar. Do ponto de vista de radicalidade, FAIL. Do ponto de vista de FLUIDEZ DO ROLÊ, FAIL também.

O meu long não tem tail. Olha ele aqui, caso você não se lembre:

Eu e meu irmão fazendo pose de maus (foi combinado)

Então mesmo que fosse possível aprender a dar um ollie para ultrapassar essas coisas, com esse shape eu não conseguiria. Jamais. Pensei até em comprar outro, mas nesse fim de semana também fui tentar aprender Ollie usando o skate da Gabi e as rodinhas nem saíram do chão, óbvio. E várias pessoas me disseram que é difícil dar ollie com o long, mesmo com tail, por causa do tamanho, do peso etc.

Eu só queria a tranquilidade de desenvoltura desse cara aqui pra passear pela cidade e inclusive pular obstáculos. Ele não se abala jamais:

Ok, mas esse cara anda muito. Não sei se um dia vou chegar lá. A dúvida é – troco ou não de shape? O meu, além de ser muito pesado, tem esse negócio de ser sem tail. Pensei até em juntar grana pra comprar um dervish (igual esse do cara do vídeo), mas aí teria que trocar todas as peças. Muita sacanagem andar num dervish com trucks Brutus.

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Publicado por: Nigel Goodman | 27/11/2009

Ficando maluco com o ollie

Continuo tentando aprender o Ollie. Não lembro onde foi que eu li que o ollie era a manobra mais frustrante para os iniciantes, porque é bem capaz que você demore pra conseguir aprender, mas só quero dizer que é a maior verdade.

Bom ela foi o motivo que me fez desistir de andar de skate antes mesmo de ter começado quando era mais novo, então estou procurando não enlouquecer com ela dessa vez. Para vocês terem uma idéia, para perder o medo eu já cheguei a tentar aprender a dar o ollie vendado. Não funcionou. E a regra é a seguinte, quanto mais puto você vai ficando menos você consegue acertar.

Eu também não tenho conseguido andar muito durante a semana, e isso com certeza vai me fazer demorar mais para aprender.

Minha rotina está a seguinte. Eu tenho começado na grama para aquecer, e lá eu consigo fazer direitinho, levantando bem os joelhos para dar um ollie mais alto. Assim que eu estiver quente eu vou pro chão e começo a tentar parado. Parado está como na grama quase, mas é mais comum que eu me desequilibre e saia do skate. Depois de tentar algumas vezes parado eu começo a tentar andando. Andando é uma tristeza. Tudo que eu fazia direito eu começo a fazer errado. O movimento fica todo prejudicado e eu não levanto quase nada os joelhos quando pulo. Talvez eu tenha que começar mais devagar, não sei.

Outro problema é que eu sempre acabo girando um pouco para trás. Parado é bem pouco, mas andando chega a ser 90º.
Li em algum lugar que isso é normal para principiantes, pois o corpo tenta instintivamente te rodar na direção que você está pulando. Isso é mais tenso de resolver, porque eu não reparo que estou fazendo isso. Tenho tentando me concentrar em ficar reto, ou tentar girar no sentido oposto, mas não tem adiantado. Acho que com a prática isso vai embora. Quanto mais confortável eu for ficando acho que passo a ter mais controle sobre isso. Vamos ver.
Outro grande problema que eu estou antecipando vai ser o meu tênis que vai furar mais uma vez. Vou pedir a ajuda dos mais experientes. Uma pergunta para o pessoal que já anda: É normal eu destruir um tênis novo em 1 mês? Tô achando que o desgaste está acontecendo muito rápido. Não sei se estou virando o pé demais no ollie e arrastando mais do que deveria na lixa. A parte que está furando fica ali por cima do dedinho. Vou tentar conversar com alguém que ande a mais tempo e depois volto com uma conclusão ao problema do desgaste dos tênis.

Fora o ollie, eu sempre fico andando de bobeira de um lado para o outro, fazendo curvas e kickturns, para também não ficar preso ao ollie e acabar me frustrando. Uma coisa que eu curto bastante é ficar indo de um lado para o outro fazendo tic tac e manuais. Além de ficar praticando equilíbrio e já estar me sentindo bem mais solto em cima do skate, dá pra se divertir sem se estressar com o ollie.

Não tenho nenhum vídeo nem foto nova, mas achei um vídeo no youtube de um cara meio coroa fazendo tic tac em uma quadra sendo filmado pela namorada, e tipo, eu faço tic tacs em quadras e minha namorada me filma as vezes. Me identifiquei muito.

Publicado por: anabsf | 23/11/2009

A skateboarder (quase) destemida

Longboard 5
Image by Blas Brains via Flickr

Medo, como vocês devem saber, é um sentimento fundamental pra que a gente continue vivo. Que o diga aquele menino que não sentia dor nenhuma e morreu aos 15 anos. Mas é o medo, muitas vezes, que freia nossa capacidade de aprendizado – especialmente no longboard, que á particularmente perigoso por causa da velocidade que adquire.

Meu irmão tem 18 anos e quando tinha uns 10 aprendeu a andar de skate com uns amigos. Andar, literalmente: ele não faz manobra nenhuma além de andar. No último final de semana, convidei-o pra dar um rolê conosco. Ele pegou o skatinho do meu outro irmão e saiu comigo na rua.

Enquanto eu ainda sou insegura pra caramba quanto a andar na rua, por causa dos carros, o moleque – que não subia num skate há 8 anos – pulou em cima do dele e fez o percurso em cima da prancha, na velocidade, porque a minha rua tem uma ladeira que é inclusive uma curva. Fiquei admirada, porque deu pra sacar que ele consegue fazer isso claramente porque tem muito menos medo de se machucar do que eu. Acabou que fomos no estacionamento em que costumo praticar e começou a chover em 20 minutos. Resultado: não andei nada.

No dia seguinte, no estacionamento, conheci mais alguns broders skatistas (os homens sempre se aproximam, coisa impressionante) e andei um bocado, cerca de duas horas. Fiquei ENCHARCADA de suor, foi realmente intenso o negócio. E percebi que se não sou corajosa como meu irmão, preciso perder o medo praticando, ganhando confiança. Melhorei muito minha base, velocidade das remadas e força nas pernas – mas principalmente segurança e equilíbrio em cima do skate. Agora, quando eu me desequilibro, simplesmente dobro as pernas e abaixo, e isso acontece intuitivamente. Antes, eu pulava do skate. Outra coisa é que já consigo andar mais naturalmente, sem precisar por o shape no chão, colocar o pézinho, remar… basta empurrar o shape com o pé, correr e pular em cima dele e eu já estou andando.

A coisa melhorou tanto que voltei andando pela rua, lá do estacionamento. Desviando dos carros e tal. RADICAL.

O próximo passo, amigos, é aprender a freiar. Depois disso, ninguém me segura. Quando vocês menos esperarem, estarei fazendo que nem o Adam Colton (queria é que o Adam Colton o próprio me ensinasse, mas enfim, não dá pra ter tudo):

Sem fotos da session do fim de semana de novo, porque dessa vez fui sozinha.

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Publicado por: Nigel Goodman | 16/11/2009

Como dar o ollie

O ollie é a manobra mais básica do skate. É o pulo que você dá com o skate. E quanto melhor for o seu ollie mais fácil vai ser para você pegar as outras manobras, que envolvem, além de pular, girar o seu skate em baixo de você.

Eu estou tentando aprender tem algumas semanas já, mas não consigo praticar todos os dias. Estou começando a conseguir pular parado. Filmei e tenho conseguido repetir o movimento direito. Agora, quando eu tento dar o ollie andando é uma tristeza. Tem melhorado, mas ainda não está nem perto de acontecer. Preciso melhorar isso.

Pratiquei desde o início no chão normal, mas vi em alguns sites e vídeos que você pode tentar aprender na grama, para o skate não rolar e para você não se machucar se cair. Nisso fui para a grama tentar um dia desses e foi bem confortável, mas como eu já estava conseguindo fazer no chão não tinha motivo de voltar para a grama.

Não vou tentar explicar como se faz, vou colocar um vídeo para vocês poderem ver direitinho o movimento. A única dica que eu dou é usar um tênis apropriado, porque na hora que você tiver que esfregar o tênis na lixa o tênis vai sofrer.

É isso, fiquem com os vídeos. O primeiro em inglês e o segundo em português.

Publicado por: anabsf | 13/11/2009

Um diário do rolê do último fim de semana

Sou só eu ou, depois que você começa a andar de skate, observa o espaço urbano sempre pensando que determinado lugar seria uma boa pista?

Percebi isso porque essa semana tô aqui em Belo Horizonte e me arrependi de não ter trazido meu pequeno carrinho. Obviamente que isso seria impossível, já que estou a trabalho e o long não é exatamente uma coisa fácil de transportar, mas não posso deixar de olhar pra esse Museu do Ofício aqui em frente, com uma praçona em que as pessoas quase não transitam, e lembrar do meu skate.

Aliás, achei estranho mas ainda não vi ninguém andando aqui em BH. Onde será que estão os skatistas mineiros?

Enfim, to aqui pra falar da minha última SESSION. Adoro usar essa palavra, parece até que eu realmente sei o que estou fazendo quando subo no skate. No fim de semana passado, desci pra dar um rolê no sábado e no domingo, no primeiro dia na ladeirinha de trás da casa da Gabi,m e no segundo no pátio vazio do Paço Municipal.

Percebi uma melhora significativa no meu condicionamento físico, provavelmente porque dessa vez eu não vacilei e fiz alongamento antes. Ou seja, aguentei durante mais tempo remando em cima do skate sem desmontar de cansaço.

Outra coisa: melhorei muito meu ‘timing’da remada. Percebi que se você entender direitinho a velocidade do skate e a força do impulso que você dá, pode aproveitar o movimento para se esforçar menos e inclusive machucar menos o pé. Eu tava fazendo muito esforço e obtendo um resultado muito pequeno nas remadas, e isso melhorou bastante.

Andei cerca de 40 minutos no sábado (só), tentando aprender o footbreak, e no domingo foram umas duas horas. No fim, acabei dando um mal jeito nas juntas e subi pra casa mancando, mas foi só falta de condicionamento físico mesmo, porque no dia seguinte eu tava bem.

Também não cai, perceptivelmente melhorei meu equilíbrio sobre o skate. Claro que estou longe de estar totalmente a vontade sobre ele. Mas claramente estou mais desenvolta. Percebi que não pareço mais alguém aprendendom lutando pra não cair de cima dele na maioria do tempo.

Ainda me falta mais tempo pra praticar, até porque ainda tenho muito medo de andar na rua, porque não estou segura e cair no meio dos carros pode ser fatal. E já tô sentindo falta de dar um rolê. Mas segunda tô de volta, daí quem sabe…

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