Não é como eu não soubesse que um dia eu iria cair. Quando a gente se propõe a andar de skate, a primeira coisa que pensa é nos tombos que vai levar, no braço enfaixado, no capacete rachado. Mas é que você nunca tem a dimensão de como realmente vai ser sua primeira grande queda.
Eu já tinha caído antes. Tentando tirar ollie, da primeira vez que subi no skate ainda na minha rua. Mas foram quedas completamente inofensivas. O que aconteceu sábado foi tenso. Mas me ensinou umas duas ou três lições.
Fui andar no Parque Central, lá em Santo André, que tem uma ciclovia bem pavimentada (cheia de pedestres perdidos, é verdade, mas bem pavimentada) que circunda todo o parque (bem grande ele, por sinal), junto com o Rômulo, longboarder carioca que agora vive em Santo André e que eu conheci por causa desse blog.
Teve uma hora que ele resolveu descer uma ladeira e eu fui atrás. Acontece que depois dela tinha outra, e eu achei que conseguiria encarar duas seguidas. Não consegui. O Rômulo foi no pumping (aquela parada de dobrar os joelhos e fazer um negócio com o corpo. Me lembre de aprender isso) e eu fui em linha reta, porque não sei fazer esse negócio. O skate começou a tremer demais, já não dava mais tempo pra nada e quando eu vi que ia cair, me joguei na grama.
Eu tava muito rápida. Não sei precisar quanto, mas foi o mais rápido que já estive, sem dúvida. Rolei por cima do skate e ele por cima de mim umas três vezes, comendo grama e terra no caminho. Meu óculos quebrou, bati a testa de leve (só raspou, nada grave) e por sorte, usava capacete. Bati a lateral do corpo, a costela direita, e o ombro esquerdo. Levantei tremendo, tamanho o susto. Tou com o corpo inteiro dolorido: dói pra rir, pra tossir, pra respirar.
Como se não bastasse, eu não sai de casa com joelheira.
Pareço uma criança de 12 anos, com as pernas toda arrebentadas. Tô dormindo mal porque nao tem posição e não dá para mexer a perna sem sentir os efeitos colaterais doloridos. E aprendi a lição da pior maneira: nunca mais faço nada sem a joelheira, podem ter certeza.
Tinha grama até na minha orelha, e eu só fui encontrá-la uma meia hora depois.
Se você fosse fazer freeride na cidade
E quisesse aprender a fazer uma firulas: fingerflips, manuals, 180s e crosstepping. Você…
…compraria um Dervish…
…ou um Ceviche?
Opiniões nos comentários. Grata!









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