Eu sempre gostei de tênis da Vans, muito antes de querer andar de skate. Tenho dois pares, do mesmo modelo, aquele clássico de cano alto. Um é antigão, tem uns 4 anos. É uma edição exclusiva daquele japonês, o Christian Hosoi. Lindão, mas tá todo estourado (e no bom sentido, porque nos últimos quatro anos usei ele pelo menos três vezes por semana e não tem um raladinho que seja). Olha ele aí:

Caquético
Quando comecei a andar de skate, minha escolha óbvia foi esse tênis, porque ele já tá (obviamente) amaciado e eu achei que o mínimo que eu podia fazer por mim era usar um tênis confortável.
Lembra que eu disse que no começo notava um desconforto na perna direita, se passasse muito tempo remando? Então. Guarde essa informação.
Há uns 6 meses, ou mais, comprei outro Vans igual a esse, mas inteiro vermelho. CONFIRA:

Pois bem, resolvi botar esse no pé pro rolê de sábado e de domingo. Ele ainda tá bem desconfortável, porque além de ser relativamente novo (usei bem poucas vezes), o interior é de couro. E couro novo, sem amaciar, é bem duro. Machucou meu tornozelo, o dedinho, enfim. Não tava confortável mesmo.
Mas curiosamente minha PERFORMANCE melhorou violentamente. Estabilidade, aderência na lixa, timing das remadas, velocidade, equilíbrio, tudo mesmo melhorou demais. Até o footbreak, que na semana passada era luxo, agora tá saindo na maior facilidade. E nada de desconforto na perna direita.
Como não andei na semana (pra justificar qualquer evolução brusca no fim de semana), só pude culpar o tênis. Minha teoria: a sola ainda tá nova, lisinha, fazendo 90º com a lateral do tênis. Isso deve ajudar na aderência, o que proporciona mais equilíbrio, consequentemente mais confiança e melhora minha performance. Mais equilíbrio na prancha me permite fazer o footbreak (afinal, ficar com um pé só em cima de um long não é exatamente coisa fácil) e a própria sola, mais nova e portanto mais alta, também é uma vantagem.
Aos veteranos: o tênis pode realmente ter algo a ver ou é tudo coisa da minha cabeça?
Skatinho
Nesse fim de semana aproveitei pra tentar aprender a bater ollie num skatinho de tamanho normal. O movimento até que tá saindo ok, e eu só cai no chão uma vez de todas as tentativas. Mas o skate nem levantou do chão. Eu não esperava que levantasse, mesmo; seria demais pro primeiro dia de tentativa. Tô pensando até em comprar um skatinho pra aprender umas manobras (e depois levar pro Long, tipo Adam Colton, sei lá).
Ladeiras, speed wobbles e equipamento de segurança
Percebi que tô evoluindo porque minha busca por ladeiras tem sido mais ousada, por assim dizer. Agora que consigo parar o skate em velocidades médias, estou com coragem de pegar umas rampinhas mais íngremes. Nada demais, mas redescobri a cidade passeando pelas ciclovias que eu nem sabia que existiam, dando uma volta nos picos antes pra analisar o percurso, estudando abertura de curvas pra poder virar certinho e coisas assim. Foi demais.
Em uma das ladeiras, outra vez o skate tremeu (speed wobbles, lembra?). Numa delas, me joguei de cima dele (com sucesso, sem tombo). Na outra, respirei fundo, tentei firmar a base e agachei o máximo que pude: funcionou, a pranchinha retomou a estabilidade aos poucos. Como disseram aí nos comentários, acho que se trata de confiança, mas dei uma apertada nos trucks, pelo menos por enquanto.
Ah: tenho usado o capacete da Gabi pra descer as ‘ladeiras’. Elas não são grande coisa, mas eu sou careta e não gosto de arriscar. De natal, pedi pra MINHA VÓ (sim, ela ainda me dá presentes. Morram de inveja) um kit com os equipamentos de segurança. Até lá, uso o da Gabi pra não correr o risco de morrer.
Bowl
É meu próximo objetivo. Tem vários nas pistas aqui do ABC, o problema não é esse: é saber se eu consigo encarar um bowl com long ou é melhor colar com skatinho. E aí? Que vocês acham?